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Uma das maiores estrelas do humor brasileiro, José Eugênio Soares, o Jô Soares, já havia brilhado em programas como "Família Trapo", na TV Record, "Faça Humor, Não Faça Guerra", "Satiricom" e "Planeta dos Homens", na TV Globo.
Após quase trinta anos de carreira, estava na hora de um programa solo. Em 1980, no "Planeta dos Homens", Jô cedeu seu lugar para Costinha, que estava na TVS. E foi anunciado que, em 1981, finalmente estrearia um programa só seu.
O programa estreou no dia 09 de maio de 1981, uma segunda-feira, às 21h10, com direção de Cecil Thiré. No começo, abordava um tema por semana, com as esquetes se desenvolvendo a partir deste.
Centenas de personagens foram vividos por Jô Soares no "Viva o Gordo".
Entre os que ficaram mais famosos estão o Capitão Gay, um super-herói muito atrapalhado que usava o bordão "Cansei"; o Reizinho, que perguntava "Quem eu sou?" e sua corte respondia "Sois rei, sois rei"; Sebá, o último exilado, que ligava para saber as últimas notícias do Brasil, preparar sua volta e que, no final, desistia; Bô Francineide, uma atriz de pornochanchadas, entre outros.
Confira a galeria de tipos que, além dos citados acima, marcou o programa: General Gutierrez, aquele que queria se chamar Severino Silva; Domingão, o craque que queria jogar na Europa; Rádio Porta-Voz (PR); Coronel Pantoja, que contracenava com Coronel Bezerra, vivido por Chico Anysio; entre outros.
Um quadro de destaque, como o próprio Jô cita, foi o Jornal do Gordo, feito para pessoas que não escutam direito. Paulo Silvino era o apresentador que lia as manchetes. Jô Soares, com um enorme fone de ouvido, gritava, fazia gestos e usava objetos para interpretar a notícia. Por exemplo, se a notícia era "achado ouro em serra pelada", ele mostrava um relógio de ouro, um serrote e uma linda mulher de biquíni.

Aberturas
As aberturas do "Viva o Gordo", criadas por Hans Donner e sua equipe, destacavam-se. Um verdadeiro show. No primeiro ano, um balé de gordinhas dançava e cantava na telinha e Jô saltava de um prédio, caindo numa rede, onde estava desenhado o logotipo do programa.
Nos anos seguintes, Jô viveu gordos famosos da história, como Buda e Mao Tsé-tung e 'contracenou' com personalidades em destaque na época, como Maradona, o ministro da Fazenda, Dilson Funaro, o prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, entre outros, em montagens feitas em newsmate.

O final
Tudo ia bem até 1987. Jô Soares e o Viva o Gordo faziam sucesso, mas o humorista queria realizar um sonho: apresentar um programa de entrevistas, ao estilo dos talk-show norte-americanos.
Silvio Santos, que buscava dar prestígio e credibilidade ao SBT, que apresentava programas populares que iam bem na audiência mas não rendiam faturamento, fez uma proposta milionária para Jô: ele faria um programa humorístico na emissora, ganharia seu sonhado programa de entrevistas, um salário milionário, três vezes maior do que ele ganhava na Globo, entre outras regalias. Jô analisou, fez algumas exigências - todas aceitas por Silvio - e fechou contrato.
Em declaração à revista Veja de 28 de outubro de 1987 ("A peso de ouro", página 114), Edvaldo Pacote, diretor da TV Globo, explicou que "achamos oportuno não fazer uma contra-oferta milionária a Jô, pois todos os grandes nomes do elenco global pediriam equiparação de salário".
Na mesma reportagem, Silvio Santos declarou: "O Chico Anysio seria muito intelectualizado para o público do SBT e, se eu levasse os Trapalhões, diriam que sou popularesco".
O último "Viva o Gordo" foi ao ar no dia 15 de dezembro de 1987.

 

 
Qualidade Razoável e Boa

 

Coletânea

Disco 1 (Qualidade boa)
R$ 10
1 episódio com 69 min. Duração

Disco 2 (Qualidade razoável) R$ 10
1 episódio com 72 min. Duração

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