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 Mestres do Horror  Color / Legendado

O que acontece quando uma dezena de cineastas especializados em fazer filmes de horror se reúne para jantar a cada dois meses? Não, nada de assassinato em massa (sem trocadilho). De encontros incomuns como esses, só poderia sair uma idéia como a confecção da série “Mestres do Terror (Masters of Horror, EUA, 2005), uma série de 13 médias-metragens, com uma hora de projeção cada, assinados por nomes de experiência comprovada no estilo. Exibidos nos Estados Unidos pelo canal de TV a cabo Showtime, os filmes – uma reunião completa dos elementos mais tradicionais do gênero, incluindo fantasmas, serial killers, zumbis e mulher pelada.

A concepção original da série é da lavra de Mick Garris, organizador do primeiro jantar a reunir os especialistas em horror e também um dos menos conhecidos cineastas a participar do encontro. A grande sacada de Harris foi perceber que a união deles poderia facilitar a vida profissional de cada um. Afinal, quase todos os nomes envolvidos, mesmo os veteranos John Carpenter (“Halloween”), John Landis (“Um Lobisomem Americano em Londres”), Tobe Hopper (“O Massacre da Serra Elétrica”) e Joe Dante (“Gremlins”), vinham tendo dificuldade para arranjar trabalho.

Garris teve, então, uma idéia brilhante: que tal se arrumassem uma produtora independente que topasse financiar um projeto coletivo? Se todos compartilhassem locações e equipe técnica, como se estivessem dirigindo um único grande projeto, conseguiriam baratear os custos e desenvolver projetos individuais de média-metragem. A idéia evoluiu e foi comprada pela pequena IDT Entertainment, que concordou em liberar um orçamento de US$ 4,5 milhões para cada filme, tendo em mente um lançamento direto no lucrativo mercado de DVDs.

Cada cineasta escolhido teve liberdade para trabalhar sua própria história, escrevendo um roteiro original ou adaptando contos de terceiros. A única exigência era que todos seguissem o mesmo conjunto de regras de produção. Cada um tinha direito a 10 dias de filmagens na cidade de Vancouver (Canadá) e devia entregar um filme com uma hora de duração. Terminando um episódio, a equipe técnica migrava para a história seguinte, enquanto os diretores se revezavam. O time de técnicos trabalhava como se estivesse numa única produção, com a missão de entregar, em pouco mais de quatro meses, os 13 médias-metragens completos.

Durante as filmagens, a idéia original evoluiu. Os produtores imaginavam lançar os filmes direto em DVD, mas começaram a perceber que poderiam alcançar um público mais amplo se conseguissem negociar a exibição dos filmes em um canal de TV a cabo. Desse modo, “Mestres do Terror” poderia ser vendido como um seriado. Após algumas discussões com a HBO, Mick Garris e asseclas acabaram vendendo os direitos da série ao canal Showtime, e negociaram também o lançamento dos DVDs pela empresa Anchor Bay, conhecida pela boa qualidade técnica dos lançamentos que prepara.

Na hora de tirar a idéia do papel, porém, nem tudo deu certo. Alguns diretores envolvidos originalmente no projeto, por exemplo, tiveram que desistir devido a outros compromissos. Foi o caso do veterano George Romero (“A Noite dos Morto-Vivos”), que deveria dirigir o filme número 12 da série, mas teve que pular fora – no lugar dele, John McNaughton (“Henry – Retrato de um Assassino”) assumiu o episódio. Outra baixa foi a censura feita pelo canal Showtime ao filme número 13, de autoria do japonês Takashi Miike (o média-metragem permanece inédito na TV, só podendo ser conferido em DVD).

Também é verdade que alguns dos cineastas que acabaram capitaneando episódios não fazem jus ao título da série. Os jovens Lucky McKee (“May”) e William Malone (“Medo.com.br”), por exemplo, ainda precisa comer muito feijão para ganharem a alcunha de mestres. De qualquer forma, não é todo dia que o espectador ganha a chance de conferir novos trabalhos de autores malditos, do naipe de Larry Cohen (“Foi Deus Quem Mandou”) e Dario Argento (“Suspiria”). Vale brindar a um acontecimento desses.

Em DVD, a série ganhou um lançamento incomum: ao invés de adquirir o pacote com os 13 filmes, como normalmente ocorre, o espectador precisa comprar ou alugar um a um, individualmente. No Brasil, a empresa responsável pelo lançamento é a Paris Filmes. A partir de abril de 2006, os filmes começam a chegar às locadoras – sempre dois títulos por mês. A qualidade técnica dos discos, infelizmente, é fraca. Cada filme vem em disco simples, com o filme no enquadramento original de imagem (letterbox 4:3, que preserva o formato 1.77:1) e áudio em dois canais (Dolby Digital 2.0). Como extra, apenas um making of.

A decepção é maior quando sabemos que a Anchor Bay preparou edições bem mais caprichadas para os Estados Unidos, trazendo o vídeo em formato wide anamórfico (que também preserva o enquadramento original, mas tem resolução bem melhor de imagem e a adapta para preencher toda a tela das TVs widescreen), som em seis canais (Dolby Digital 5.1) e uma série de extras, incluindo comentários em áudio dos diretores, featurettes biográficos sobre cada autor, entrevistas com os atores e cenas cortadas. 

 

 
Qualidade Excelente 

 

Coleção Completa

Disco 1 R$ 10
Incident on and off a mountain road
Dreams in the witch house
Dance of the dead

Disco 2 R$ 10
Jenifer
Chocolate
Homecoming

Disco 3 R$ 10
Deer woman
Cigaretes burns
The fair haired child

Disco 4 R$ 10
Sick girl
Pick me up
Haeckel's tale
Inprint 
 

 

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